Clique aqui para ir à página Inicial
Clique aqui para ir à página Inicial


"

MATRIMÔNIO DIGITAL - Além de se casarem no papel, Mônica e Alexandre também juntaram os trapinhos na internet com um domínio próprio.

Você já é “alguém.com”? No palheiro digital em que se transformou a internet – já são quase 86 milhões de sites no mundo! –, ter um endereço virtual próprio tornou-se um dos pré-requisitos para que um website ou blog ganhe maior visibilidade na rede mundial.

Com um endereço virtual – também conhecido como domínio –, sua página ganha uma marca personalizada do tipo “www.meusite.com.br”, o que permite abandonar de vez os longos endereços oferecidos pelos serviços gratuitos de sites e blogs.

“O domínio faz seu site ser mais lembrado”, teoriza Wagner Martins, 27 anos, responsável pelo site Cocadaboa. “Um endereço original cola na cabeça das pessoas”, diz ele, que, em seu domínio www.cocadaboa.com, se inspirou numa música do Bezerra da Silva.

Além de servir como endereço para um site, o domínio também permite a criação de um endereço de correio eletrônico personalizado. Por meio dele, é possível ter um e-mail do tipo “voce@seudominio.com.br”.

Por essas possibilidades, o domínio, atualmente, já é encarado por alguns como a identidade do internauta na web. “Como a certidão de nascimento, que vale para o mundo real, o domínio também identifica as pessoas, só que na internet”, explica a publicitária Letícia Chiappini, 33 anos, que criou um domínio para seu filho, Calvin, logo que ele nasceu, em 2004.

Segundo Letícia, hoje é ela quem atualiza o endereço do garoto (www.sitedocalvin.com.br). Mas, no futuro, isso vai mudar. “O domínio é uma coisa que ele vai usar para a vida inteira.”

E você? Já possui a sua identidade? Criar um domínio não é tarefa difícil nem cara. Com alguns cliques no mouse e gastando cerca de R$ 40 por ano, é possível registrar o seu endereço virtual.

A primeira providência é já possuir um site. A sua página pode estar em um serviço gratuito, como o Geocities, ou em um hospedeiro pago, como o Locaweb. O site também pode ser um blog, um fotolog ou um videolog.

Depois, é hora de pensar no nome do seu domínio. Você terá que escolher o que virá depois do “www” no endereço – ex: Estadão, Terra...

Nessa hora, o ideal é botar a criatividade para funcionar e escolher o nome que melhor descreva o seu site. O nome não pode possuir espaços e não deve ser muito grande, já que alguns serviços limitam o tamanho a até 26 caracteres.

O uso de acentos é liberado. Só os evite se for usar o domínio para personalizar o seu e-mail –o correio eletrônico não é compatível com acentos.

Decidir um nome de domínio foi um dos preparativos do matrimônio de Mônica Mathias, 35 anos, e Alexandre Maron, 35 anos. Para “inovar”, os dois montaram um site sobre o casório, que aconteceu há 15 dias. “Namoramos durante 13 anos e até pensamos em brincadeiras como ‘atéqueenfim’ e ‘enfimsós’”, relembra Mônica. “Por fim, fomos mais sérios e escolhemos www.monicaeale.com.br.”

Depois de decidir o nome, é hora de descobrir se ele está disponível. O sistema de domínios funciona assim: leva um endereço específico quem primeiro solicitá-lo. Assim, você corre o risco de escolher um nome que já tenha sido registrado por outra pessoa.

Para descobrir se o domínio já foi registrado, se você quiser um endereço nacional – com terminação “.com.br”, por exemplo – acesse o site www.registro.br. Se você desejar um endereço internacional – “.com”, por exemplo–, acesse o site www.register.com.

O domínio que você quer está disponível? Então, é hora de registrá-lo. No Brasil, a única entidade credenciada para registrar os endereços virtuais com terminações nacionais é o Registro.br.

Por lá, entretanto, para ter um domínio com final “.com.br”, é preciso ser uma empresa e possuir CNPJ. Pessoas físicas podem ter endereços com terminações profissionais, como advogados (adv.br) ou médicos (med.br). O custo é de R$ 30 por ano.

Por causa disso, surgiram na internet alguns “atravessadores”, que fazem a ponte entre o cliente e o Registro.br e permitem mesmo a quem não tenha CNPJ registrar um endereço com terminação “.com.br”. O preço do registro é de cerca de R$ 50 por ano.

“Mas é arriscado”, afirma Frederico Neves, do Registro.br. “Como o CNPJ é obrigatório, essas empresas usam os seus próprios documentos para fazer o registro. Assim, o domínio fica no nome da empresa e não no do cliente. Se, porventura, a empresa fechar, o usuário perde o domínio.”

Nem todos “atravessadores” permitem registrar um endereço “.com.br” sem CNPJ. Alguns, como serviço adicional, oferecem recursos como vincular o domínio a uma página hospedada em um site gratuito, o que o Registro.br não faz. Por isso, se você tiver um blog, por exemplo, essa é a melhor opção para registrar o seu domínio.

Esses sites também são a melhor maneira de registrar um domínio internacional: o preço costuma ser menor do que nos sites oficiais gringos. Neles, por exemplo, um domínio “.com” custa cerca de R$ 40 por ano. Já, nos oficiais estrangeiros, sai por cerca de R$ 70 por ano.

É importante salientar que, tanto nos domínios com terminações nacionais como nos internacionais, você precisará pagar uma taxa anual de manutenção. Caso contrário, perderá o direito sobre o uso dele.

Depois do registro, é hora de vincular o domínio ao site. Se for uma página hospedada em um site gratuito, faça as configurações no serviço em que você registrou o seu domínio. Se for uma página hospedada em um provedor pago, contacte a empresa que hospeda o seu site.

Pronto. Agora, quando alguém digitar o seu domínio no navegador, cairá automaticamente na sua página pessoal .

Fonte: O Estadão

Anterior | Índice de Páginas | Próxima
Sim
Não

:: Votar ::
:: Ver resultados ::


:: Buscar ::
Clique aqui para ir à página
:: Painel .